Eu não engulo Obama. Ainda não, pelo menos – apesar de que, provavelmente nunca irei.
Nutro desgosto por ele, assim como por W. B. ou Clinton – como diriam os pequenos “Não gosto e tenho raiva de quem gosta”. Inversamente proporcional foi minha alegria ao ver, no dia 06 de janeiro, a expulsão do embaixador israelense da Venezuela, decretada pelo presidente Chávez, como forma de represália aos bombardeios à faixa de Gaza. Nesta toca só tem rabo preso, alguém precisava, ao menos, expressar ´sua arte´ humanidade.
Mas tudo bem, 13 dias depois, algo próximo dos 700 palestinos mortos – em grande parte civis – e o Itamaraty envia um chanceler ao Oriente Médio. Sua missão é de expressar o “desejo brasileiro de ´arejar´ as conversas de paz com a inclusão de novos mediadores”, já que a trupe do Tio Sam “falhou nas negociações”. Ha ha.
Continue lendo “Natural Born Killers”.
Explico. Como estudante, vagando entre os congêneres das comunicações, não me surpreendeu a sinfonia de urros balbuciados por entusiastas do ex-candidato, agora presidenciável Barack Obama. Certamente o racismo histórico do grande irmão sofreu uma batucada à marteladas nestas eleições, mas como dirinha Nhô Mino, tomemos por conta a ´verdade factual´.
Apelação publicitária para venda de produtos não soa bem, certo?. E record de arrecadação publicitária em campanha presidencial, recheada de finanças corporativas e ´wall-streetianas´, com uma lista de investidores onde estrelam “grandes vilões do século”, soa como?
Quem faz campanha presidencial em jogos de video game, peloamordezeus?
Desconsidero o fato do rosto do hombre estrelar estampado em camisetas de marcas famosas. Urrantes Balbuciantes, taí uma evolução que deu errado.
O título, para relembrar, da parceria Stone | Tarantino, apresenta Mickey e Mallory Knox, o casal psicopata que é vangloriado pela mídia e por parte da população mundial na película. “Não que eu concorde com assassinados em massa nem nada, mas eles são demais!” – ou quase isso.
Para ajudar na compreensão:
Obama: Ele é um blefe descomunal – Por Olavo de Carvalho
A quem possa interessar, a carta do ex-deputado do parlamento israelense, Uri Avnery, aqui.
Também, um belo texto publicado no TLAXCALA, por Ralph Nader, aqui.
Prometo, logo mais segue um documentário sobre as eleições na terra do grande irmão.
Hasta,
H.S.
Jiró, fiquei confuso: o problema é com o Obama ou com a presença da publicidade como meio perversor da democracia ideal? Fiquei com mais vontade de ver as razões das pedras lançadas ao presidente alvidonte.
Vitão!
O problema é com os dois. O que aconteceu na verdade foi uma certa identificação com as idéias expressas no texto de Ralph Nader, e uma grande certeza que mensagens como as de Uri Avnery representam ‘a fart in the wind’ pro presidenciável.
Meu problema é com Obama, assim como a presença da publicidade, mas não somente como ferramenta de indução, mas principalmente fundado nos seus antecedentes financeiros.
Barack ainda não chegou a assumir o posto, mas seus tão fortes “ideais” apresentados na bela campanha já começaram a se reverter, ou omitir – que pra mim, hoje, faz parecer vender manteiga para cardíacos.
Ele já apresenta as clássicos sintomas ´puppetianos´, fácil de imaginar num estado maior onde a corrupção, a partir das forças corporativas e midiáticas, acontece historicamente.
Além de que, como em toda candidatura política, os financiadores formam importante braço de sustentação. Deveria procurar a lista dos maiores apoiadores, de ambos candidatos. Não duvido que entre eles existam algumas corporações com maior poder financeiro que muitos países.
E se uma grande multinacional, que vive em grande dependência macro-ambiental político-legal, financia um presidente americano, eu sinto cheiro de rabo preso. É o tipo de especulação que acontece em qualquer lugar, como aconteceu no Rio, onde o gabeira expôs publicamente todos seus “financiadores”, e outros candidatos não.
Verba de campanha – para nós, ovos do ninho publicitário, é fácil compreender a relação entre ela e os interesses.
Perdi a meada e seus novelos hahaha, abraço!
Pois é, a crítica tá amarrada. Agora é pagar pra ver (e experar que o preço disso não suba) se o presidente é mesmo pré-fabricado ou até aonde ele consegue se desfazer das mãos que controlam o fantoche pra pôr em ação a cantilena urrada dos discursos.
Mas não tenho razões – ao menos por enquanto – pra gostar, nem pra desgostar do homem. Quero ver como a carroça anda.
Abraço!