A dúvida é algo cada vez mais freqüente em minha vida. Fim de faculdade, começo de carreira…Enfim: uma fase de escolhas. As dúvidas não são apenas minhas, parece que todos ao meu redor estão sempre em busca de algo. Mas do que?
Acho que este é o problema. Vejo pessoas procurando algo que não sabem o que é. Quanto mais procuramos, mais dúvidas encontramos. Estamos cansados de ouvir sobre internet, fluxo de informações, etc.
Enfim, hoje em dia tudo é muito efêmero. Tudo muda muito rápido, e sem uma base consistente é muito fácil alguém se perder no meio de tanta informação. Neste contexto, a tendência chamada de ID QUEST fala de uma busca por identidade, seja no presente, no passado ou em qualquer lugar. Vê-se também um desejo de pertencimento a alguma identidade cultural que una as pessoas.
Continue lendo “Olhe para trás”.
Em um mundo em crise de identidade, sem modelos absolutos, cada um estabelece seus próprios parâmetros numa recriação da individualidade. Com isso, torna-se comum então um retorno às origens e um saudosismo em relação ao passado. As referencias estéticas de décadas atrás acabaram retornando e a infância acaba sendo estendida mais um pouco, cada vez mais precocemente. A reafirmação do passado e das origens vem como forma de provar a existência de cada indivíduo.
Nosso atual cenário social, dinâmico e acelerado, pode ser representado por um produto que reúne celular, internet, music player, máquina fotográfica, câmera de vídeo em um único aparelho – O iPhone.
O iPhone e o iPod são símbolos de uma nova geração. Mesmo assim, capinhas que remetem à produtos antigos fazem muito sucesso entre seus usuários (dica do @oookinawa).

Informação nunca é demais, mas as pessoas precisam saber que ninguém sabe de tudo e ninguém agrada a todos. Não se esqueça de quem você é, o resto é o resto. Olhe sempre para frente, mas lembre-se às vezes de olhar para trás.
“Lembre-se de quando você era jovem/ Você brilhava como o sol/ Continue a brilhar, louco diamante (…) Vamos, festeiro, visionário/ Vamos, pintor, tocador de gaita, prisioneiro, brilhe.”
Shine On You Crazy Diamond – Pink Floyd
Até mais,
Do caralho a capinha de walkman!
Legal, Du. Individualismo e identidade têm que ser postos na mesa duas vezes por semana.
Abraço!